Publicado por: Weskley Cotrim | 22/06/2009

Olho no olho

abracoUm dos momentos mais celebrados e alegres durante os cultos, sem dúvida, é o momento de confraternização. É o momento durante o culto em que podemos cumprimentar nossos irmãos, abraçar os amigos, falar com visitantes. Enfim, é o momento mais descontraído do culto. É quando toda a solenidade do culto da lugar à informalidade do abraço, do aperto de mão. É o momento em que temos a oportunidade de dizer à aquele irmão que não vemos todos os dias o quanto ele é importante e querido para nós.

Geralmente esse momento alegre e descontraído acontece durante o momento de canticos de louvor. É uma verdadeira festa. Normalmente somos instigados pelo dirigente do louvor a cumprimentar nossos irmãos e visitantes. Considero esse um dos momentos mais alegres e que mais nos aproxima como irmãos.

Entretanto, tenho notado nos últimos tempos que as pessoas estão mais preocupadas em cumprimentar o maior número de pessoas, sem se preocuparem com a qualidade desse cumprimento. Falo isso porque tenho observado, nas igrejas por onde passei nos últimos oito anos, que as pessoas já não se olham nos olhos no momento do cumprimento. Tem sido um simples aperto de mãos. Geralmente tímido e já com o rosto voltado para o lado a procura de outros para cumprimentar. Já não perguntamos mais como o irmão está se sentindo, como foi seu dia, sua semana, se está precisando de alguma coisa. Estamos mais preocupados em cumprimentar o máximo de pessoas. Estamos preocupados em cumprimentar a todos. Como se isso fosse uma gincana em que ganha quem cumprimentar o maior número de pessoas.

Será que não é hora de pararmos e pensarmos na qualidade desse momento? Será que não é mais importante que cumprimentemos duas ou três pessoas ao invés de uma mulidão? Será que não é hora de gastarmos mais tempo com um abraço? Será que não é hora de pararmos para ouvir a resposta quando perguntarmos ao outro como ele/ ela está?

Penso que esse é o momento de pensarmos na qualidade das nossas relações. Não nos preocupemos com a quantidade. Vamos mostrar que realmente nos interessamos pelo irmão/visitante. Quando perguntarmos como o outro está, vamos dar tempo para que ele responda. E vamos nos interessar também pela resposta. Vamos olhar nos olhos.

Assim estaremos andando de acordo com as instruções do nosso Senhor:

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.”

João 13. 34

Que Deus abençoe a todos.


Responses

  1. É, realmente este momento de confraternização no culto é muito bom, temos a oportunidade de falar a pessoa o quanto a amamos em Cristo, porém, bem mencionado, quando você fala da “gincana – Quem abraça mais irmãos!!!!”, um aperto de mão sem sentimento, um olhar seco, isso as vezes tem seu efeito reverso!
    Temos que pensar nisso, afinal, não são todos os irmãos em Cristo que participarão, um do lado do outro, no grande coro celestial?

    Eu vou!rs

    Abraços….

    Deus te abençoe Weskley!


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