Nunca tive muita simpatia pelo linux e suas infinitas disto’s (distribuições?). Acredito que essa falta de boa vontade com o linux surgiu com as (péssimas!) experiências que tive com os linux users (alguém os apelidou de “lusers“). Apesar de a grande maioria dos usuários do linux serem pessoas bacanas, dispostas a ajudar, existem uns poucos que me tiram do sério com aquele papo neocomunista de que o linux é a salvação para o mundo digital. E que todo o resto não passa de conspiração das mega corporações Micro$oft ou Apple.
Resolvi superar esse preconceito (sim, era preconceito mesmo) e experimentar o linux. Queria conhecer o maravilhoso mundo do software livre e suas vantagens para usuários inexperientes e sem tempo para aprender (já tenho muitas outras coisas para estudar diariamente). Assim, de hoje em diante passarei a relatar minhas experiências com o linux. Lembre-se, sou usuário comum do Windows (windows user – winer?).
Para começar, escolhi a distro mais conhecida entre meus amigos que usam linux: o Ubuntu. Tinha a disposição a versão 8.10. Apesar da versão 9.04 já estar disponível, resolvi instalar a que já estava a mão.
Para começar, resolvi que faria a instalação direto no windows. Sei que muitos vão querer me crucificar. Mas lembre-se, sou usuário inexperiente. Queria apenas testar o sistema. Vamos aos detalhes da máquina onde o Ubunto foi instalado. Trata-se de um notebook Positivo, modelo Z92, com 320 GB de HD, processador core 2 duo T6400, placa de vídeo onboard SIS, placa wireless, câmera 1.3 megapixel. Já estavam instalados na máquina o Windows Vista Home Premium como SO princial e o Windows 7 RC, como sistema secundário.
Dito isso, começei o processo. Criei mais uma partição, utilizando o próprio gerenciador de disco do Windows (funciona muito bem), e iniciei o processo de instalação. Todo o processo funcionou muito bem. Reiniciei o notebook, completei o processo de instalação e estava tudo lá. Tudo funcionando (quase) perfeitamente. Fiz a atualização para a versão 9.04. Até aí tudo ia muito bem.
Os problemas começaram quando resolvi instalar a versão 3.5 do Firefox. Baixei o arquivo do site da mozila e imaginei que, assim como no Windows, bastaria dois cliques, next, next e estaria tudo resolvido. Bem, não foi tão fácil assim. Simplismente descompactei o “pacote”. Nada além disso. Fui perguntar para o amigo “Google”. aqui começam os problemas. Existem milhares de sugestões de como fazer o processo. Tentei vários, mas não consegui. Ainda estou sem o Firefox 3.5. Dentre as tentativas, uma delas sugeria resolver o problema por linhas de comando (no terminal). Feito isso, fiquei com uma pasta na área de trabalho bloqueada. Tentei apagá-la de várias maneiras. Todas sem sucesso. Vamos deixar a pasta de lado, por enquanto.
Segundo problema, resolução. Não passava do horrível 800×600. Mais uma vez, existem milhares de dicas de como resolver o problema. Começei pelo óbvio. Fui ao site do fabricante buscando os drivers de vídeo. Sem sucesso. A assistência da Positivo é péssima. Desse momento em diante, parti para as dicas de usuários. Tentei várias dicas. Todas sem sucesso. Até que encontrei uma dica postada pelo Rodrigo Às, no blog Down-Linux. A dica estava completa. O passo-a-passo de como fazer, o link para o arquivo (quer dizer, pacote). Dessa vez, tudo funcionou perfeitamente. Fiquei bastante animado. Tinha nas mãos um SO bonito e que aparentemente funcionava perfeitamente.
Tudo estava indo bem. Mas a bendita pasta bloqueada na área de trablho estava me incomodando. Então fui a procura de informações de como removê-la. Encontrei algumas dicas. Resolvi testá-las. A que parecia mais promissora, trabalhava com linhas de comando no terminal, com permissão de superusuário. Aqui que eu fiz caca. Fiz tudo direitinho. Não funcionou. Então fuitentando variações. Até que finalmente, dentro da área de trabalho, coloquei como fim da linha de comando “/*”. Pronto, funcionou. Rapidamente os arquivos foram apagados. O problema é que não parou por aí. Contiuou a apagar tudo. Ri da minha própria (burrice) desgraça. Mas foi bom. Aprendi com o erro (espero).
Voltei ao início de tudo. Formatei a partição e reinstalei o Ubuntu. No momento que escrevo esse post, estou baixando os pacotes de atualização do Ubuntu 9.0.4.
Saldo de toda essa brincadeira? Dois dias sem fazer nada, só aprendendo a instalar e configurar o sistema. E isso foi só o começo. Acredito que o linux tenha futuro. Mas ainda é um pouquinho complicado para usuários inexperientes. Eu fui movido pelo desafio. Aqueles que simplesmente querem um SO para que o computador ligue, não terão a mesma paciência que eu.
Até a próxima.